| Abstract: | A cidade é hoje, por força do desenvolvimento das NTIC, uma cidade alargada ou, se se preferir, uma “aldeia global”.
Porém, se sob o ponto de vista da comunicação, os limites da cidade se confundem com os limites do mundo, sob o ponto de vista da cidade física, geográfica, o “capitalismo cognitivo” força cada vez mais aquela a não conhecer limites, a transformar a hibridez num novo conceito e numa nova realidade espacial, pulverizando a anterior realidade: a cidade como contraponto do campo. A cidade é, assim, o campo privilegiado para aumentar “ad infinitum” os lucros dos investidores e, por via dessa sede insaciável de lucro, tenderá para se confundir com o território, tornando-se predadora e destruidora do equilíbrio existente até há bem pouco tempo.
No tempo presente, em que organismos insuspeitos prevêem a continuação do aumento demográfico da população urbana, importará, pois, reflectir sobre a escala da cidade, quer física, quer social, rever planos que apontam densidades abaixo do que é económica, social e ambientalmente sustentável, para lhe estabelecer limites inclusivos (físicos, mentais, virtuais) e, ao mesmo tempo, torná-la atractiva, densa, “espessa” e enquanto espaço de trocas, hoje fundamentalmente de trocas culturais, qualificando-lhe os espaços públicos e, consequentemente, a Arquitectura Pública que conforma esses espaços e lhes confere dignidade e qualidade. |