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http://hdl.handle.net/10174/42416
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| Title: | Mármore de Trigaches (Zona de Ossa-Morena, Beja, Portugal): mais do que um recurso pétreo local, uma Pedra Património |
| Authors: | Moreira, Noel |
| Issue Date: | Jun-2026 |
| Publisher: | Universidade de Évora |
| Citation: | MOREIRA, N. (2026), Mármore de Trigaches (Zona de Ossa-Morena, Beja, Portugal): mais do que um recurso pétreo local, uma Pedra Património. XII Congresso Nacional de Geologia – Livro de Resumos, Évora, 318. ISBN: 978-972-778-551-3 |
| Abstract: | A região Alentejo é internacionalmente reconhecida pela excelência dos seus mármores, aflorantes nos domínios correspondentes à Zona de Ossa-Morena. Têm destaque desde logo os Mármores do Estremoz, explorados no Triângulo do Mármore (Borba, Estremoz e Vila Viçosa), e considerados como Pedra Património pela IUGS-UNESCO.
Contudo, são vários os núcleos de exploração histórica e contemporânea dos mármores alentejanos para fins ornamentais: Serpa, Ficalho, Escoural, Viana do Alentejo e Trigaches-São Brissos, estes últimos no concelho de Beja. Os Mármores de Trigaches são calcíticos (geralmente superior a 95%), de grão grosseiro a muito grosseiro, e tonalidades cinzentas, com três variedades ornamentais descritas: cinzento claro, cinzento-escuro e cinzento com laivos escuros.
Estes mármores foram amplamente utilizados desde Época Romana, apresentando ainda hoje atividade industrial ativa. Em Época Romana destaca-se a sua ampla utilização na edificação de Pax Iulia (Beja), bem como a sua difusão regional em peças epigráficas, destacando-se uma tipologia própria de cupae (Tupman, 2005), uma das quais mencionando um marmorarius (Encarnação, 1984), o que revela a importância na produção desta matéria-prima na região nesta época de referência. Mas a sua aplicação em Época Romana vai muito para além da sua região de origem, com a sua utilização arquitetónica e epigráfica a ser reportada em sítios arqueológicos e históricos de destaque à escala mundial: Mérida (vestígios arqueológicos de Emerita Augusta são considerados Património Mundial da UNESCO desde 1993), Sevilla (quer em Italica [candidata a Património da UNESCO] quer em Hispalis) ou Évora (Centro histórico é considerado Património Mundial UNESCO desde 1986).
Mas a aplicação destes mármores não se restringe à Época Romana; aliás, toda a arquitetura de Beja é fortemente marcada pela sua aplicação estrutural e ornamental desde o período medieval até aos dias de hoje, tendo ainda destaque em sítios históricos muçulmanos como é o caso de Mértola (parcialmente reutilizados de Época Romana?) ou na Baixa Pombalina (Lisboa), ambas candidatas a Património da UNESCO, o que revela bem a sua importância histórica e patrimonial. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10174/42416 |
| Type: | lecture |
| Appears in Collections: | GEO - Comunicações - Em Congressos Científicos Nacionais
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