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    <title>DSpace Collection:</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10174/1771</link>
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    <pubDate>Fri, 10 Apr 2026 12:46:24 GMT</pubDate>
    <dc:date>2026-04-10T12:46:24Z</dc:date>
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      <title>Literatura como matéria inteligível [ύλη νοητή] em Raul Brandão</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10174/41023</link>
      <description>Title: Literatura como matéria inteligível [ύλη νοητή] em Raul Brandão
Authors: Martins, José
Editors: Franco, António
Abstract: O literário não imita o real: converte-o em literatura, encapsulando numa mónada ‘sem janelas’ a própria função referencial. Os seres literários – como os palhaços de Raul Brandão – têm por referente, não o mundo, nem sequer um ‘mundo ficcional’, mas a substancialidade distintiva da própria instância literária a que pertencem: a matéria inteligível (subsistente nela mesma) das palavras que os dizem, não a replicação imaginária dos espaços onde agem. Só como pintura pode uma leiteira ser leiteira, na pintura (‘em’ Vermeer). Só como literatura pode um palhaço ser palhaço, na literatura. Um palhaço de Brandão é em Brandão; e, enquanto durar a vigência do literário que lemos, de modo nenhum esse palhaço remete, por regresso referencial, ou já imbuído da estranheza de uma suspensão fenomenológica eidética, aos palhaços dos circos e às suas pantomimas de opereta inerentemente desfiguradas e excessivas, no palco das pistas (a ‘função referencial’ é o mais intransitivo dos seus artifícios).&#xD;
A argumentar esta tese – a literatura instaura-se para além da alternativa realidade/ficção –, convocam-se e disputam-se binómios teóricos com os simulacros de Baudrillard, la peinture de Malraux, o “inexprimir o exprimível” de Barthes, a ópera coeva de Leoncavallo, o Quijote, a Biblioteca de Babel de Borges, a ‘impossibilidade da ficção como a único personagem da quase-ficção de Brandão” segundo Eduardo Lourenço.</description>
      <pubDate>Sun, 01 Jan 2023 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10174/41023</guid>
      <dc:date>2023-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Iconofascistografia</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10174/40877</link>
      <description>Title: Iconofascistografia
Authors: Martins, José
Editors: Franco, António
Abstract: Rigorosa exegese descritiva, e exaustiva hermenêutica cultural, do fascismo gráfico patente(ado) na iconização oficial do ‘(foto)retrato da 1ª Dama’. Studium destituído de punctum (Barthes), fusão da vertical geométrica arquitectónica com uma verticalização abrupta da figura, fazendo coincidir a História com a sua protagonista, o dispositivo de apresentação visual poderia ser equiparado ao da ‘lógica da sensação’ da pintura de Bacon, segundo Deleuze. Mas é aqui que encontramos uma singular inversão de coordenadas: longe de a figura monumentalizada ser tratada como um Figural, um CsO ‘hermafrodito’ potencialmente ‘não-binário’, a masculinização marcial de Melania Trump corresponde outrossim, no pólo oposto da metafísica ideológica que hoje disputa o campo político, a uma hiperorganicidade fascizante e ao alinhamento unívoco de todas as significações com o esgar abstracto do Poder a preto e branco.</description>
      <pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10174/40877</guid>
      <dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Uderzo, ou o cinema ao lado</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10174/34689</link>
      <description>Title: Uderzo, ou o cinema ao lado
Authors: Martins, José
Editors: Franco, António
Abstract: O artigo explora as afinidades electivas (e a equivocidade) entre cinema e banda desenhada, definindo e clarificando as respectivas estruturas e procedimentos mediológicos numa exposição ‘em dente de serra’ entre exemplificações e teorizações de um campo ao outro. Demarca-se (contra-intuitivamente) o universo da animação e o par cinema/BD: como factor de afinidade, a semelhança do boneco gráfico (entre BD e animação, mesmo se lenta) é menor do que o primado da imagem do movimento (no par cinema/BD) sobre o movimento da imagem como autotelia (naquele primeiro). Os poderes da Imagem são então medidos contra os poderes do Movimento e os da hipoteca narrativa que predominantemente confisca a essência das artes visuais. Na Imagem como tal, reverberam entre si a imagem da realidade e a realidade da imagem, ao passo que a animação circula na fascinação do seu próprio solipsismo ontológico, é uma imagem hipotecada à sua exclusiva ‘animação’ cinética e anímica. Por fim, abordam-se algumas das dimensões-limite que convertem este campo de estudo e ensaio num paraíso teorético: busca-se o que constitui ou constrói a unidade de obra, em cinema e em BD; como o grafismo de movimento sintoniza com o de personagem e de letragem (num exemplo que celebra Uderzo por ocasião do seu falecimento); e como a BD retoma as soluções encetadas pelo modernismo pictórico de contaminação gráfica da palavra inscrita pela imagem, e interpela a complexa e problemática relação entre pista sonora e pista visual, no cinema.</description>
      <pubDate>Sun, 01 Nov 2020 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10174/34689</guid>
      <dc:date>2020-11-01T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Do nihil cinematicum como matéria catártica da vida – o caso Debord</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10174/28117</link>
      <description>Title: Do nihil cinematicum como matéria catártica da vida – o caso Debord
Authors: Martins, José
Editors: Franco, António Cândido
Abstract: Ecrã negro e plano negro averbam uma longa e diversa fortuna nas taumaturgias da auto-referencialidade cinematográfica (Godard, Kubrick, Tarr, Cronenberg…). Mas uma pré-história intermedial do ‘negro sobre branco’ lhes preside, no curso um pouco mais longo da modernidade artística auto-reflexiva, de Poe a Malevich. Por seu turno, esta reflexão-de-reflexão entronca na herança filosófica hegeliana enquanto pensamento do ‘trabalho do negativo’. A paralaxe de um Absoluto que apenas é capaz de sair de si e realizar-se absolutamente no interior ainda do círculo mágico do elemento idealista do pensar, foi devidamente advertida por Feurbach e por Marx – e será triunfalmente superada pelo golpe materialista-especulativo urdido e brandido por esse feurbachiano-sadeano que é o Debord genial do seu opus 1, Hurlements en faveur de Sade. O medium distintivo e único para a realização deste Absoluto finalmente capaz de subsumir idealidade e materialidade e a contradição entre ambos, já não é o pensamento idealista (Hegel) nem o pensamento materialista (Marx), muito menos ‘a arte’ ou a revolução: já não é nem a theoria nem a práxis nem a poiesis, mas o Cinema, quando a auto-apresentação pura da sua estruturalidade mediológica coincide com uma matéria inteligível de tal densidade que, nela, é tanto o próprio fílmico que colapsa, quanto o próprio cinemático que esplende naquele seu nihil a que aspiramos chamar – a vida.</description>
      <pubDate>Tue, 01 Jan 2019 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10174/28117</guid>
      <dc:date>2019-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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