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Title: Marcadores tectónicos, ambientais e cronológicos em rochas sedimentares do Paleozóico, Triásico, Jurássico e Quaternário do Algarve Ocidental - Guia de Campo
Authors: Terrinha, Pedro
Duarte, João
Ribeiro, Carlos
Pereira, Helder
Correia, Gina
Sousa, Monica
Keywords: Tectónica algarvia
Ambientes sedimentares
Paleozóico
Mesozóico
Issue Date: May-2024
Publisher: Associação Portuguesa de Geólogos
Citation: Terrinha et al. (2024). Marcadores tectónicos, ambientais e cronológicos em rochas sedimentares do Paleozóico, Triásico, Jurássico e Quaternário do Algarve Ocidental - Guia de Campo. Centro Formação da Associação Portuguesa de Geólogos.
Abstract: Na Bacia Algarvia, sector ocidental de Sagres-Lagos encontra-se o registo tectonoestratigráfico de rifting, do Triásico (~220 Ma) ao Cretácico inferior terminal (Albiano, ~100Ma). As séries estratigráficas deste sector da Bacia Algarvia são condensadas, registando numa espessura inferior a 0.5 km o registo sedimentar Mesozóico local de 120 milhões de anos. Por oposição na Bacia offshore no Algarve Central o registo equivalente pode estar registado numa série de espessura da ordem de 4 km. No Mesozóico o Algarve situava-se próximo da junção tripla de dois oceanos em expansão, o Atlântico norte e o Neotétis (prolongamento ocidental do Tétis). Ambos estes segmentos oceânicos estavam associados a estruturas distensivas do tipo dorsal média oceânica. Não obstante, a interação dinâmica entre a deriva continental da África, Eurásia e América do Norte provocou campos de tensão compressiva locais. Estas séries condensadas permitem a datação de estruturas de três fases de rifting (Triásico-Jurássico inferior, Jurássico médio e Jurássico superior-Cretácico inferior), dolomitização (Jurássico inferior e Jurássico superior) e vários episódios de inversão tectónica, ou seja, momentos em que o campo de tensões se inverteu de distensivo para compressivo, causando crises sedimentares e ecológicas marinhas, devido a modificações ambientais, nomeadamente variações na posição da linha de costa e da altura da coluna de água (profundidade do mar). Estas modificações ambientais estão claramente patentes na litostratigrafia e sua relação com as descontinuidades estratigráficas (alostratigrafia). A costa Algarvia situa-se próximo do limite de placas litosféricas Eurásia-África que tem capacidade para gerar sismos de magnitude superior a M8. Estes sismos têm capacidade para gerar grandes tsunamis. O sismo e o tsunami de 1 de novembro de 1755 são disso o melhor exemplo histórico da Europa ocidental. O regime tectónico atual responsável pela geração de sismicidade atípica no oeste da Eurásia continental é, no Presente, um regime compressivo. Mais especificamente, um regime compressivo causado pela colisão oblíqua dextrogira da África contra a Ibéria. As estruturas tectónicas encontram-se bem representadas essencialmente no corredor transcorrente SWIM (SouthWest Iberia Margin) de orientação WNW-ESSE de cerca de 600 km de comprimento, 80 km de largura e que passa cerca de 150 km a sul de Sagres. Este campo de tensões instalado no Pliocénico de compressão orientada WNW-ESE sucede ao campo compressivo do Miocénico (NW-SE e do Paleogénico (~N-S). Diferentes aspectos morfológicos da costa podem ainda ser observados na região de Sagres-Lagos. Alguns destes aspetos são resultado da alteração do campo de tensões e das variações Plio-Quaternárias do nível do mar.
URI: http://hdl.handle.net/10174/41419
Type: article
Appears in Collections:MARE-UE - Publicações de Carácter Pedagógico

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